hugo ribeiro Etnomusicologia  

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Posso dizer que iniciei na etnomusicologia por acaso. Talvez até tenha tropeçado nela. É que durante meu último ano de graduação em composição na UFBA, entrei no grupo de pesquisa NEMUS (Núcleo de Estudos Musicais) coordenado por Manuel Veiga. Nessa época estávamos trabalhando no projeto "Impressão Musical na Bahia" e eu ficava responsável em ir às bibliotecas e arquivos públicos digitalizar, ou melhor, fotografar com câmera digital todo o acervo de partituras impressas na Bahia ou que tivessem relação com a Bahia (editadas na Bahia, compositores bahianos, publicadas por revistas ou periódicos bahianos, etc...). Para maiores informações sobre esse grupo de pesquisa e seus projetos, visitem a homepage www.nemus.ufba.br. Quando estava no último semestre, e decidido a encarar uma pós-graduação logo de cara, fiquei indeciso sobre as possibilidades: Composição ou Educação Musical. Etnomusicologia sequer tinha passado pela minha cabeça, quando Manuel Veiga me aconselhou: "Etnomusicologia não faz mal à ninguém...." (risos).

Pois é, acabei entrando no mestrado em etnomusicologia, em janeiro de 2001, sob a orientação de Manuel Veiga, e fiz uma dissertação sobre as Taieiras intitulada: "Taieiras de Sergipe: uma tradição revista". Não vou entra em detalhes sobre o conteúdo da dissertação, até mesmo porque ela está disponível para baixar na seção de downloads.

 

nemus

   

Durante o mestrado pude conhecer pessoas muito interessantes, como o compositor grego Faidros Kavallaris, com quem cursei uma disciplina especial sobre música indiana, chinesa e outras cositas mais; o etnomusicólogo francês Vincent Dehoux, com quem cursei uma disciplina sobre música africana (mais especificamente os pigmeus da África Central), e com quem pude copiar quase uma centena de discos de músicas de diversas partes do mundo (um pequeno tesouro sonoro); o compositor Paulo Lima, nas disciplinas de Teoria do Ritmo, Análise (excelente professor e incentivador à reflexão sobre música); Luis César Magalhães, etnomusicólogo com quem tive o prazer de estudar Sociologia da Música e inclusive ter aulas de Viola (ele é um excelente violista), e Ângela Luhining, a alemã mais brasileira que pode existir, nas disciplinas de Transcrição, e Música Brasileira (atualmente ela faz parte do Conselho Diretor da Fundação Pierre Verger).

 
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